segunda-feira, 30 de abril de 2012

Confira 10 dicas para se manter saudável no ambiente de trabalho

Satisfação profissional é um dos elementos que interfere no bem-estar

A qualidade de vida depende muito da satisfação que as pessoas têm em sua vida profissional, mas hoje, muito mais do que dinheiro, as pessoas querem ser capazes de decidir seus rumos e de enfrentar seus problemas com autonomia e liberdade.

Essas são algumas das interpretações possíveis para os dados da pesquisa Índice de Bem-estar (IBE), que desde 2009 busca criar indicadores de bem-estar em Porto Alegre. Relação com o Trabalho e Autonomia e Liberdade são duas das 12 dimensões que integram a avaliação.

Na pesquisa realizada com 541 pessoas, os entrevistados responderam sobre sua satisfação com o ambiente de trabalho, a relação com os colegas, o reconhecimento dos superiores e o futuro dentro das empresas nas quais atuam. De modo geral, a nota dada para a relação com o trabalho foi 68,2.

A pesquisa apontou que a motivação e a satisfação com as oportunidades que surgem no trabalho são os aspectos mais relevantes. Outro ponto que ficou claro no estudo foi o trabalho auxilia na saúde mental.

Algumas atitudes simples no cotidiano profissional podem ajudar a elevar o bem-estar no escritório.
Confira 10 dicas valiosas

1. Mexa-se o máximo possível.
Vá receber o cliente ou paciente na porta, faça algumas tarefas em pé, como ler um artigo ou relatório. Isso, por mais simples que seja, fará diferença na queima de calorias ao final de um mês ou um ano.
2. Atenção à postura. Muitas pessoas são acometidas por dores no corpo, principalmente nas costas, e somente depois de algum tempo percebem que sua postura estava errada.
3. Traga a "quentinha" de casa. Se sua alimentação em casa for balanceada, levar a comida do jantar para o almoço pode ser uma boa opção, pois ajuda a limitar a quantidade de alimento ingerido (diferente de ir ao self-service diariamente).

4. Lugar de comer é na mesa. Comer em frente ao computador não é recomendável. Mesmo almoçando no escritório, é importante reservar poucos minutos para prestar atenção na comida e mastigar bem os alimentos.
5. Jamais pule o café da manhã. Pesquisas indicam que as pessoas que tomam um café da manhã saudável permanecem mais dispostas no restante do dia. Insira frutas ou sucos, cereais ou pães integrais, leite ou iogurte desnatado.
6. Evite excessos. Se você anda sentindo muito "sono" ou "preguiça" ao trabalhar depois do almoço, saiba que isso se chama alcalinidade pós-prandial. Sua circulação se dirige mais ao aparelho digestivo e o restante fica meio lento. Portanto, observe a quantidade que anda comendo, evitando o excesso que torna esse efeito maior.
7. Faça pequenos lanches entre as refeições. Mantenha seu metabolismo funcionando durante todo o dia, que vai ajudá-lo também a ingerir menor quantidade de alimentos nas refeições maiores, como almoço e jantar. Para isso, faça pequenos lanches entre as refeições, procurando alimentar-se a cada três a quatro horas.
8. Prefira os carboidratos em sua forma integral e em quantidade pequena. O excesso de carboidratos em um prato, principalmente sem proteínas, leva a um aumento da insulina muito rápido, e por isso pode ser seguido de fraqueza, além de favorecer o acúmulo de gordura abdominal.
9. Fique longe dos doces. A sensação de necessidade de algo doce pode ser por conta de uma privação de carboidratos integrais, como pães, arroz, batata, massas, que é a fonte energética preferida pelo corpo. Aí, quando o corpo necessita do açúcar, ele acaba pedindo na forma pura. Coma bem no almoço e fuja do quindim na sobremesa.
10. Opte por produtos que tenham níveis controlados de gordura saturada, gordura trans, sódio e açúcar. Confira sempre a tabela nutricional e fique de olho na quantidade de açúcar e sódio contido nos alimentos industrializados.

domingo, 29 de abril de 2012

Qualidade de vida começa no trabalho

Cuide para que o tempo no trabalho lhe proporcione bem-estar


Vamos supor que você durma oito horas e que esteja acordado durante as 16 restantes. Faça uma conta rápida: desse período em que fica acordado, quanto tempo você passa no trabalho? Provavelmente sua resposta vai ficar dentro da média nacional, que está entre 65% e 70% do tempo. Porém, quando falamos em qualidade de vida muitas vezes desconsideramos o expediente diário.
E isso é um tremendo engano. A qualidade de vida começa na empresa. Se você trabalha num bom ambiente, se existe camaradagem, se os valores da companhia são compatíveis com os seus e se sua chefia é inspiradora, você tem tudo para se sentir realizado. No mundo real, esses itens são difíceis de obter. Mas o esforço para construir melhores relações profissionais tem efeito enorme na qualidade “total” de vida.
Não existe mais o antigo aforismo “Não misturo a minha vida particular com a profissional”. Impossível separar as duas dimensões. O pior sintoma da má qualidade de vida aparece quando se pronuncia a frase “Pessoalmente, eu não faria isso, mas como sou empregado tenho de fazer”. Aí, você quebra sua integridade, o que é absolutamente inaceitável.
Então, se a vida é uma só e 70% dela você passa no trabalho, precisa cuidar para que esse período lhe proporcione bem-estar. Caso contrário, será muito difícil tirar o atraso e resgatar o equilíbrio nos 30% que restam. Alguns hábitos podem melhorar a qualidade de vida no trabalho. Por exemplo, sempre que puder, ensine. Compartilhar conhecimento é um ato nobre, que aproxima as pessoas.
Em segundo lugar, elogie. Refiro-me ao elogio verdadeiro, sincero, que diz ao outro que você admirou o que ele fez. Em terceiro, ouça ativamente. Isso significa ouvir com interesse, olhar nos olhos e completar as frases de quem fala com você. Por último, perdoe. Esse é o ato mais difícil, mas o de maior impacto na sua vida e na dos que o cercam.
Perdoar exige muita maturidade, mas cria uma energia ao seu redor que garante a qualidade de vida por muito tempo. Vamos melhorar a nossa qualidade de vida e a dos que nos cercam? Não é tão complicado e ainda sobram 30% do tempo para ir à academia, namorar e passear com os amigos.

Fonte: Voce S/A - Luiz Carlos Cabrera

Vinho faz bem ao coração?

Uns dizem que sim, outros que não. Confira alguns estudos sobre este tema.

O fígado é o principal órgão responsável pela metabolização do álcool. Em média se gasta uma hora para o fígado processar um drinque. Se uma pessoa permanece bebendo 3 drinques por dia o corpo mostra sinais de estresse pela sobrecarga do trabalho de eliminação do álcool. Após poucas semanas ingerindo 4 ou 5 drinques por dia as células do fígado começam a acumular gordura, e se a pessoa insiste em beber pode surgir hepatite alcoólica, com inflamação e destruição das células do fígado. Isto conduz à cirrose, que é uma doença irreversível e progressiva que leva à morte. Cerca de 15% das pessoas que insistem em beber após a hepatite alcoólica, desenvolve cirrose hepática.

Uma meta-análise (avaliação de vários estudos científicos feitos) indicou que as mulheres que bebem três ou mais drinques por dia têm 69% maior risco de câncer do seio do que as que não bebem. Outra meta-análise mostrou que as mulheres que tomam de 2 à 4 drinques por dia aumentam o seu risco de câncer do seio em 41%. Os estudos não distinguem entre o vinho, cerveja ou bebidas misturadas. Nenhuma delas é mais segura que a outra, diz o estudo. Em 1993 o Instituto Nacional para o estudo do álcool nos Estados Unidos (NIAAA) lançou um resultado de estudos que mostrou haver ligação entre bebedores pesados com câncer de esôfago, boca, laringe e cólon. (Hazelden Foundation,www.hazelden.org, “Research links alcohol abuse and breast câncer”, consulta feita no site em 21Março2006.)

O álcool prejudica o controle da diabete (doença em que o pâncreas não produz insulina – Tipo 1 – ou o corpo não consegue usar a insulina que é produzida – Tipo 2). Normalmente o fígado ajuda a elevar o açúcar no sangue liberando glicose. Isto não ocorre quando se ingere álcool porque a prioridade do fígado, neste caso, será eliminar o álcool. Assim, o álcool diminui o nível de glicose no sangue (hipoglicemia), o que complica para o tratamento do diabético. (Hazelden Foundation, idem acima.)

Abuso de álcool pode interferir na função sexual masculina causando infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona. Também pode prejudicar o desejo sexual e causar impotência devido à danos na enervação ligada à ereção. Nas mulheres o álcool pode alterar a produção de hormônios femininos, diminuindo a menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas.

No Brasil jovens bebem cada vez mais e mais cedo. Meninas consomem a mesma quantidade que meninos. Um estudo da UNESCO mostrou que 34,8% dos 50 mil estudantes brasileiros dos ensinos fundamental e médio (17,4 milhões de jovens) consomem álcool. Estudo recente feito pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) revelou que dos 48.155 jovens entrevistados, 41% já tinham usado algum tipo de bebida alcoólica entre 10 e 12 anos de idade. Aos 18 anos a maioria (81%) já tinha bebido. Nos anos 70 os jovens começavam a beber entre os 14 e 15 anos de idade na proporção de uma moça para cinco rapazes. Em 2004 o início passou a ocorrer entre 12 e 13 anos e garotas bebendo a mesma quantidade que os rapazes. Calcula-se que 80% das pessoas que morrem em acidentes de trânsito ou por homicídio são jovens. No estudo da Senad verificou-se que mais que 50% dos estudantes faltavam à escola e 54% estavam um ano atrasados em relação à série considerada ideal para a idade provavelmente devido ao consumo de álcool. (“Jovens estão bebendo cada vez mais cedo”, Sérgio Paula Ramos, psiquiatra presidente da Abead – Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas.www.abead.com.br, informação obtida no site em 21Março2006.)

Quanto ao fato de o vinho ser ou não benéfico, um estudo feito no Segundo Departamento de Cardiologia do Hospital Geral da Universidade de Attikon, na Grécia, (publicado em Dez 2005 pela revista científica Euro Journal Cardiovascular Prev. Rehabil., 2005 Dec; 12(6):596-600, com o título “Componentes polifenólicos de uvas vermelhas melhoram a função endotelial em pacientes com doença cardíaca coronária”), mostrou que tomar vinho tinto melhora a dilatação dos vasos sanguíneos atuando no endotélio (tecido da parede dos vasos). No estudo foi dado a um grupo de homens que tinham doença cardíaca coronariana um extrato de polifenol extraído de uvas vermelhas (600mg) dissolvido em 20ml de água e também deram os 20ml de água com um placebo (substância sem efeito nenhum) como se fosse o extrato da uva, assim que todos os homens pensavam que estavam tomando o extrato da uva e eles foram escolhidos ao acaso pelos pesquisadores. Usaram ultra-sonografia de alta resolução para avaliar a dilatação da artéria braquial após uma hiperemia provocada pela obstrução com um garrote no braço. Mediram a dilatação em jejum, e 30, 60 e 120 minutos após terem tomado o extrato ou placebo. O resultado encontrado foi que os que tomaram o extrato da uva tiveram realmente uma dilatação da artéria atingida após 60 minutos a qual foi muito maior do que o que ocorreria normalmente naquelas circunstâncias. Não ocorreu nenhuma mudança na dilatação da artéria dos homens que tomaram o placebo. Os pesquisadores concluíram que os componentes polifenóis de uvas vermelhas melhoram a função endotelial nos pacientes com doença cardíaca coronária. Estes resultados, segundo eles, poderiam provavelmente explicar, pelo menos em parte, os efeitos favoráveis do vinho tinto para o sistema cardiovascular. O álcool (etanol) é tóxico para o organismo humano, mas componentes da uva são saudáveis.

Dica!

Como lidar com pessoas difíceis no trabalho   


Você passa mais tempo com os seus colegas de trabalho e chefe do que com a sua família. E, certamente, precisa conviver com pessoas de diferentes personalidades, compatíveis com a sua ou não.
Diante disso, você já se perguntou o que fazer com aquele colega de trabalho, subordinado ou chefe que torna o seu dia a dia mais difícil?
Com a ajuda de três especialistas em comportamento humano, EXAME.com reuniu dicas para que você aprenda a lidar com aquele colega de trabalho que tira você dos eixos.

1 Levante a bandeira branca

O mais importante é exercitar a paciência e benevolência. Afinal, na maioria dos casos, você tem que conviver com essa pessoa já que trocar de emprego nem sempre é uma solução ou opção plausível.

“Normalmente as pessoas difíceis precisam de coadjuvantes para exercer esse papel”, Sueli Brusco diretora executiva da SimGroup. Isso significa que você não pode entrar no jogo da pessoa.

Bancar o indiferente também não é uma boa estratégia. “Ignorar pode ser uma faca de dois gumes, pois ela pode se irritar ainda mais e o conflito piorar”, explica a especialista.

A estratégia, então, é manter a compostura e não agir pela emoção. Nas palavras de Sueli, não se deixe machucar. O ideal é parar e encarar as situações racionalmente.

2 Olho no olho

As pessoas normalmente não têm consciência de qual atitude irrita os outros – de mascar chiclete mais alto ao jeito de ordenar uma tarefa –. Diante de casos assim, a técnica indicada por Marta Campelo, professora de liderança da Fundação Dom Cabral, para resolver o impasse é conversar e perguntar qual a opinião da pessoa sobre o assunto.

Atenção: esse questionamento deve ser feito com respeito, afinal ninguém gosta de ser tratado como incompetente.

“Um exemplo, no ambiente de trabalho as pessoas acham que estão sozinhas quando estão falando no celular. Se isso lhe incomoda, o melhor a fazer é aproximar e perguntar: durante uma ligação, será que você pode me ajudar e falar um pouquinho mais baixo? Fico desconcentrada quando isso acontece”, explica a professora.

Sueli dá outra dica: se você for próximo à pessoa, tente se aproximar e apontar os problemas que, talvez, ela não queira enxergar. Agindo afetuosamente com ela, ela pode ficar mais acessível.

3 O outro lado

Confrontar não é recomendado. A atitude tem de ser reflexiva e analítica. Tente compreender a pessoa, o contexto em que ela vive e os valores que tem. Esqueça o rótulo de vilão e vítima.

“As pessoas difíceis normalmente esperam que as outras ajam do jeito que elas querem”, afirma Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search. “Ao descobrir a origem disso, você começa a prever o comportamento dela e a desenvolver uma maneira de lidar com ela”.

4 A técnica do espelho

Será que você também é uma pessoa difícil? A solução é a auto avalição. O primeiro passo é parar de acusar que o outro está errado. Tente se conhecer melhor, exercite o domínio próprio e mostre seus valores.

Ninguém tem o poder de mudar o outro. Quando você é responsabilizado erroneamente por algo que você não fez, foque nas medidas práticas para que isso não aconteça mais. Às vezes, você não foi claro ou o que você pediu não pôde ser realizado por alguma razão que você não sabia.

5 Apoio

Quando você está esgotado e já tentou de tudo, recorra a uma ajuda externa. Converse com o superior responsável se a pessoa difícil é um colega de trabalho ou com o RH da empresa. Em alguns casos, vale até recorrer a terapia em grupo.

Às vezes, uma intervenção é necessária vinda de cima para baixo. Mas cuidado ao tomar essa decisão. Você pode passar para os outros a imagem de dedo duro ou, até, incapaz de solucionar problemas.


sábado, 28 de abril de 2012



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Saiba como enfrentar a rotina sem estresse e aumentar a produtividade no trabalho

O que é o trabalho para você? Longe de ser apenas uma forma de subsistência, eles dizem muito sobre  sua personalidade. Não importa qual seu talento: médico, engenheiro, professor, publicitário ou psicólogo. Cada vez mais, o mundo corporativo valoriza pessoas que sabem o que querem, têm autonomia para agir e são peças-chave para o sucesso de qualquer negócio. Porém, para produzir bem, é necessário se sentir bem no ambiente de trabalho.
A qualidade de vida depende muito da satisfação que as pessoas têm em sua vida profissional. Muitas vezes, não se trata de um trabalho remunerado. O engajamento num projeto social, por exemplo, é tão válido quanto o empenho de um executivo de multinacional. Ser valorizado pelo que você faz é importante, mas hoje, muito mais do que dinheiro, as pessoas querem ser capazes de decidir seus rumos e de enfrentar seus problemas. E este conceito de qualidade de vida — que apresenta tantas variações, muitas vezes divergentes — têm muito a ver com felicidade e auto-realização, com independência e estado de satisfação ou, ainda, com as condições sociais e econômicas.

Os aspectos físico, emocional, social, profissional, intelectual e espiritual devem funcionar em plena harmonia. Ao longo do ano, falaremos um pouco sobre todos estes temas, entre outros valores responsáveis pelo nosso bem-estar. Assim como já abordamos Cultura e Lazer, neste especial, vamos abordar a Relação com o Trabalho e Autonomia e Liberdade, duas dimensões avaliadas na edição 2011 do Índice de Bem-Estar (IBE), pesquisa realizada pela Unimed Porto Alegre. Até sexta-feira, dicas e informações de especialistas serão publicadas para servir como um guia para ajudá-lo a levar uma vida mais leve, prazerosa e saudável, tanto no aspecto pessoal quanto profissional. Também falamos com profissionais de diferentes perfis, que contam suas dicas de como ter satisfação no trabalho — e também como fugir do estresse e do sedentarismo.

Esgotamento físico e mental leva ao desenvolvimento de doençasPara muitas pessoas, o local que deveria ser sinônimo de satisfação profissional e financeira acaba se transformando em fonte de problemas físicos e emocionais. As doenças do trabalho são inúmeras e estão relacionadas, muitas vezes, ao estresse. Esse problema coloca em risco a saúde dos trabalhadores e gera doenças de fundo psicossomático. O estresse leva o indivíduo a ter um desempenho ruim, baixa moral e absenteísmo. Segundo especialistas, o problema pode gerar até mesmo depressão.

De acordo com a presidente do Instituto Brasileiro de Qualidade de Vida, Elizabet Garcia Campos, as consequências para o funcionário são inúmeras. Vão da queda de produtividade ao esgotamento físico e mental. Daí para o desenvolvimento de doenças é um pulo.

— As empresas precisam detectar a forma de adequar os profissionais aos cargos, medir o nível de satisfação dos trabalhadores, verificar o grau de comunicação e integração de equipes, desenvolver políticas de benefícios e observar as condições ambientais — ensina Elizabet.

Ela conta que até a poluição sonora e o tempo gasto pelo trabalhador para chegar à empresa são fatores que podem levar ao estresse. Do ponto de vista ergonômico, as condições ambientais inadequadas podem provocar os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort) que, de acordo com um cruzamento de dados feito pelo Ministério da Previdência, lideram, juntamente com os transtornos mentais, os motivos de afastamento do trabalho.

As LER/Dort são síndromes que atacam os nervos, músculos e tendões, e que atingem principalmente os membros superiores e o pescoço. São degenerativas e acompanhadas de dor, não só por causa da intensidade do trabalho, mas também devido a atividades desempenhadas sob estresse intenso. Os prejuízos vão para o funcionário e para a empresa: segundo o Instituto Nacional de Prevenção às LER/Dort, as companhias gastam mais de R$ 90 milhões por ano devido ao afastamento dos trabalhadores afetados pelas síndromes correlatas.


Alerta para as doresA fisioterapeuta Heloísa Guimarães explica que a dor não significa, necessariamente, uma patologia. É, porém, o alerta do corpo para que a pessoa verifique se há algo de errado com ela. Muitas vezes, porém, o trabalhador subestima a sensação e, sem mudar os hábitos, contribui para o surgimento de problemas musculares e circulatórios.

— No início, a pessoa sente uma pressão na nuca. Muda a postura, sente alívio. Depois, a dor vai se intensificando e ela nota que só melhora depois de uma noite de sono. A dor fica cada vez mais grave e pode se tornar crônica — alerta.

Segundo Heloísa, o corpo desenvolve um mecanismo de proteção para "esconder" a dor. E a tendência é que a musculatura e os tendões encurtem ou atrofiem. A fisioterapeuta explica que, além dos cuidados necessários com a postura, é preciso estimular o organismo com exercícios físicos, que podem ser caminhadas, sessões de dança ou musculação. E a diversidade de atividades ajuda o corpo a ficar mais dinâmico. Quem é sedentário sofre mais.

Além dos problemas ergonômicos, os funcionários devem ficar atentos aos males respiratórios provocados pelo ar-condicionado. Mudanças bruscas de temperatura podem diminuir a resistência do organismo e torná-lo alvo fácil para infecções.

— Mas o maior problema é a higienização. No ar-condicionado, a umidade fica presa na tubulação, o que favorece a proliferação de ácaros e fungos. A pessoa pode ter desde infecções fúngicas a sinusite — diz a alergista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, Iara Mello. Segundo a médica, o ideal é que a manutenção do aparelho seja feita a cada seis meses.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Desejo por doces




Sabe aquela vontade quase incontrolável que às vezes se sente de comer um doce? Segundo especialistas, esse desejo para algumas pessoas não tem origem no estômago e sim no cérebro. Para muitos, comer um docinho proporciona imediata sensação de bem-estar e alegria. Essa necessidade por doces refere-se a muitos fatores e grande parte deles relaciona-se à fisiologia do cérebro.

Os doces são muito consumidos por pessoas que passam longos períodos de jejum, já que precisam de uma alimentação que reponham a energia rapidamente. Outra causa que os especialistas acreditam, refere-se ao rápido trabalho dos neurotransmissores (substâncias produzidas no cérebro e que favorecem a comunicação entre os neurônios) quando se ingere doces, o que consequentemente leva energia para os músculos.

Especialistas afirmam que a serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, é aumentada pelo triptofano. Sendo assim, quando os níveis de serotonina baixam, o cérebro manda um alerta provocando o desejo de comer doces.

Há quem acredite que as mulheres apresentam mais desejo por doces do que os homens. De acordo com especialistas, esse desejo tende a ser maior no final do dia, quando os níveis de serotonina caem. Outro período em que as mulheres procuram bastante as iguarias doces é durante a TPM, quando há uma queda hormonal diretamente ligada aos neurotransmissores cerebrais.

Saiba algumas estratégias para controlar o desejo por doces:

• Não passe longos períodos sem se alimentar, o risco de querer compensar nos doces pode ser grande;
• Faça as refeições no horário certo;
• Evite estocar doces e biscoitos em casa;
• Se a vontade permanecer, prefira as barras de cereais integrais.


Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

Dicas para dormir melhor

Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe.



Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe.

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (24) a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe. Os públicos alvos da campanha são gestantes (em qualquer período gestacional), pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de dois anos, profissionais de saúde, indígenas, e pela primeira vez a campanha também vai atingir a população prisional.

Entre 05 a 25 de maio, 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estarão preparados para realizar a imunização. No primeiro dia da campanha (05) acontecerá o Dia D de mobilização nacional, com postos funcionando das 8h às 17h.

A campanha será realizada, em conjunto, entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de todo o país. Seu principal objetivo é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza nesta população.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou os tipos de vacinas que serão utilizadas na campanha e que vão proteger contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul, entre eles o da influenza A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A vacina de influenza é diferente. Ela pode mudar todos os anos porque dá uma proteção limitada (apenas aos três sorotipos que circularam no último ano), e por isso deve ser preparada para se utilizar ano a ano”.

Outro ponto destacado pelo secretário Jarbas foi a lenda de que a vacina provoca gripe: “Diferente de outras vacinas, produzidas por vírus atenuado, essa vacina contra influenza é feita com pedaços dos vírus, o que não possibilita o desenvolvimento da doença”. Outra atenção é a contra indicação para pessoas com alergia severa a ovo – proteína utilizada na fabricação da vacina – e para quem teve reações adversas anteriores. Em casos de doenças agudas e febris ou pacientes com doenças neurológicas, é recomendável a busca de avaliação médica. Quem pretende doar sangue deve aguardar 48 horas após a dose para realizar a doação.

Para a campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 31,1 milhões de doses da vacina e repassou R$ 24,7 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Estes recursos são usados para custear a infraestrutura das campanhas, a aquisição de seringas e agulhas, o deslocamento das equipes e o material informativo distribuído. Cerca de 240 mil profissionais do SUS estarão envolvidos na ação, que também contará com 27 mil veículos.

Durante a coletiva o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o não existe mais uma pandemia da influenza H1N1. “A OMS não considera mais a H1N1 como pandemia, mas é o tipo de vírus que ainda circula, não só no Brasil como no Hemisfério Sul e precisamos nos proteger”.

População Prisional – Pela primeira vez, as cerca de 500 mil pessoas que estão cumprindo pena em presídios também estarão cobertas pela campanha. A iniciativa faz parte do Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário, executado em parceria entre os ministérios da Saúde e da Jusiça.

Um dos seus objetivos é garantir o direito à saúde dos presidiários, população que está mais vulnerável a doenças respiratórias e pulmonares, devido às condições de habitação e confinamento.

A escolha dos grupos a serem vacinados é definida com base em estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Prevenção – Para evitar a contaminação com influenza é necessário ficar atento a manter hábitos de saúde saudáveis: Sempre lavar as mãos com água e sabão; Evitar tocar olhos, boca e nariz após contato com superfícies, e usar um lenço ao espirrar e tossir.




quinta-feira, 26 de abril de 2012

(LER)


Lesões de Esforço Repetitivo (LER)

L.E.R. representa uma síndrome de dor nos membros superiores (porém, não somente), com queixa de grande incapacidade funcional. É causada, principalmente pelo próprio uso dos membros superiores em tarefas que envolvem movimentos repetitivos ou posturas forçadas. Também é conhecido por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo) e por D.O.R.T. (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho.

Essas lesões vêm de data antiga. Eram conhecidas desde a Idade da Média como a “Doença dos Escribas”, em decorrência da atividade dos mesmos. Em 1891, houve quem descrevesse o “Entorse das Lavadeiras”.

O excessivo uso das extremidades superiores sem descanso e com movimentos repetitivos ou forçados pode afetar até a produtividade do funcionário. A maior incidência de L.E.R. ocorre entre digitadores, operadores de telemarketing, secretários, jornalistas e bancários, entre outros profissionais. Deste grupo identificado como de alto risco, as mulheres são as que mais sofrem. De acordo com o INSS, o sexo feminino exerce mais profissões com tarefas de caráter repetitivo do que os homens.

Em pesquisa recente, a OMS (Organização Mundial de Saúde) constatou que, no Brasil, a L.E.R. é a segunda causa de afastamento do trabalho. A cada 100 trabalhadores brasileiros, um é portador desse mal. Já nos Estados Unidos a proporção vai de 1 para 50 trabalhadores.

As "LER" nos escritórios (digitadores) e ambientes industriais (linhas de produção) são as doenças que mais crescem e se espalham atualmente; o Custo de compensação/indenização variam entre US$ 3.500,00 a US$ 35.000,00 por caso; os 3 maiores fatores de risco das "LER" são: tarefa repetitiva, força e postura. A incidência de "LER" pode ser significativamente reduzida por medidas preventivas.

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as lesões causadas pelo esforço repetitivo no trabalho se enquadram nos casos de indenização previstos pelas coberturas securitárias de invalidez por acidente. A LER pode (e deve) ser incluída no conceito de acidente de trabalho, pois a incapacidade laborativa é uma das conseqüências dos chamados microtraumas, como, por exemplo, o ruído que provoca a redução ou perda da audição, esforço repetitivo e excessivo etc.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Foi aberta nesta terça-feira, 24 de abril, a programação dos 136 anos de emancipação política de São Sepé que acontece dia dia 29 de abril. A organização é da Fundação Cultural Afif Jorge Simões Filho, SMEC e Prefeitura Municipal.


Dores nas pernas


Para aliviar a dor, o cirurgião vascular paulista Kasuo Miyake sugere um melhor uso dos "seis corações" que todo ser humano tem.

"Além do coração no peito, nós temos outros cinco: dois nas pernas as panturrilhas que contraem e comprimem o sangue contido nas veias profundas -, dois nos antebraços e mãos, que têm a mesma função, e o diafragma. Este último cria, quando inspiramos, uma pressão negativa do abdome, puxando o sangue da perna", explica. "Se todos os corações funcionarem bem, é possível diminuir o inchaço das mãos e pernas, eliminando as dores", completa.

Para aliviar o peso nas pernas e ajudar no bom funcionamento dos corações, Kasuo Miyake dá algumas dicas:

- Deixar os pés elevados durante a noite. "Basta calçar os pés da cama, deixando-a inclinada. Assim, é possível virar-se de lado ou de bruços durante o sono, porque seus pés sempre estarão para cima"

- Sentar-se numa postura adequada, com os braços bem apoiados. "Quando se permanece muito tempo na mesma posição, deve-se com o calcanhar apoiado no chão realizar movimentos nos pés, levantando-os e abaixando-os alternadamente, várias vezes durante o dia"

- Respirar profundamente. "O suspiro é uma respiração profunda que é saudável. Renova o ar dos pulmões e ajuda no retorno do sangue"

- Evite manter os braços pendentes. "Em caminhadas, as mãos podem inchar quando os braços ficam pendentes. O movimento dos braços serve também para o equilíbrio da caminhada compensando os movimentos das pernas"

- Alongue as panturrilhas. "Quem usa saltos deve alongar as panturrilhas diariamente"

- Cuide do coração do peito. "Faça ginástica, principalmente aquela que você goste, que possa ser praticada próximo ao local de trabalho ou de casa e que seja feita com moderação e regularidade"

- Diante de dores constantes e intensas, Miyake sugere uma consulta com um especialista, que pode ser um cirurgião vascular ou um ortopedista, dependendo do caso.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Usar luvas e lavar bem as mãos evitam alergias a produtos de limpeza

Misturar substâncias na faxina pode dar coceira, manchas e vermelhidão.
Especialistas dão dicas para arrumar a casa sem acidentes ou reações.

Quem lida muito com produtos de limpeza – donas de casa, diaristas ou qualquer outra pessoa que faz faxina com frequência – pode eventualmente desenvolver alguma alergia a produtos de limpeza. Pode ser desde um detergente ou sabão em pó até água sanitária e desinfetantes, entre outras substâncias.
Ao contato com esses compostos, o organismo de indivíduos mais sensíveis faz surgir irritações na pele, coceira, manchas, bolinhas vermelhas e lacrimejamento nos olhos, entre vários sintomas.
Segundo o toxicologista Sérgio Graff e a pediatra Ana Escobar colocar luvas e higienizá-las antes e após o uso, lavar e secar bem as mãos depois da faxina e não misturar produtos ajudam muito a evitar reações alérgicas.
Os médicos também destacaram a importância de ler sempre o rótulo e explicaram o caminho que a alergia percorre no corpo humano. Além disso, eles deram dicas de primeiros socorros em casos de acidentes ao ingerir, inalar ou respingar nos olhos um produto de limpeza.
Usar máscaras para mexer com químicos não resolve, de acordo com os especialistas, pois essa barreira física só bloqueia elementos sólidos, ou seja, não tem eficácia sobre gases ou cheiros.
Como ocorre a alergia
Após usar um produto muitas vezes seguidas, o corpo o classifica como uma substância irritante. Quando isso acontece, o composto é absorvido por pequenos buraquinhos que existem na pele. Nessa hora, os glóbulos brancos (células de defesa no sangue) produzem anticorpos específicos para aquela substância.
Os anticorpos, então, atacam o elemento estranho e o carregam para células (mastócitos) que ficam no sangue e funcionam como uma "caçamba", retirando os inimigos.
Quando os mastócitos são ativados, liberam histamina, substância que provoca reações no corpo. Imediatamente, a região atingida começa a coçar. O coração se acelera, as vias aéreas se estreitam e o ar passa com mais dificuldade. Além disso, o intestino se contrai para tentar eliminar os alérgenos.
Em casos de alergia muito intensa, a substância pode provocar um choque anafilático, ou seja, uma reação muito mais forte e generalizada, capaz de levar à morte. Podem aparecer manchas vermelhas na pele, parte do corpo ficar inchada e até fechar a glote, dificultando a respiração.
Dicas de primeiros socorros
- Se o produto foi ingerido: Não provoque vômito. No retorno do líquido, ele pode machucar o esôfago e a garganta. Também não dê nada para a pessoa comer ou beber se ela estiver inconsciente. Leve-a ao hospital imediatamente.
- Se respingou nos olhos: Lave bem os olhos com água fria e corrente. Evite pôr objetos ou aplicar outros produtos, como sabonete e xampu. Apenas lave bem com água corrente.
- Se foi inalado: Caso passe mal após sentir o cheiro da substância, vá para um local aberto.
- Se houver choque anafilático: Chame o socorro imediatamente ou leve a pessoa para o hospital.

Antialérgicos
Os remédios antialérgicos funcionam como bloqueadores dos mastócitos, impedindo que a histamina seja liberada e, consequentemente, o produto cause uma reação em cadeia no corpo.
Além de comprimidos, a indústria farmacêutica já fabrica medicamentos em forma de spray nasal e gotas para os olhos. Em todos os casos, o uso deve ser prescrito pelo médico.
Não compre nem use
- Produtos de limpeza vendidos por ambulantes em carros, peruas e caminhões
- Produtos vendidos em garrafas de refrigerante e outras bebidas
- Produtos que não tenham data de fabricação, prazo de validade e número do lote
- Produtos cujas embalagens pareçam ter sido abertas, estejam amassadas, enferrujadas, estufadas, rasgadas ou furadas
- Produtos que estejam em grandes volumes (barris ou tonéis) e que são passados para outra embalagem na hora da compra
Opções de luvas
Existem vários tipos de luvas que podem ser usados em faxinas, como de algodão, látex, nitrila e outros materiais.

A luva cirúrgica, por exemplo, não deve ser empregada na limpeza, porque pode se romper com facilidade. A recomendação dos médicos é lavar a luva antes de colocá-la e substituir o talco que vem nela por amido de milho, para reduzir o risco de alergia.

Veja a maneira correta para se posicionar no ambiente de trabalho evitando danos à sua saúde.

Notícia originária do site:
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